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Maluquice de um amazonense é destaque em “O Globo”

  • http://bncamazonas.com.br/?p=8821
  • 9 de fev. de 2016
  • 3 min de leitura

A ousadia do amazonense Mário de Andrade Netto no mundo dos negócios lhe rendeu mídia espontânea num dos jornais de maior circulação nacional. O Globo dedicou meia página a contar as maluquices dele, que, em plena crise, fala em expandir para Miami seu quiosque onde serve comida com sabor amazônico.

A história de Mário Maluco, como ele é conhecido, foi contada por Ludmilla de Lima em matéria com o título impresso “Mil e uma ideias no país da capivara” e republicada na versão eletrônica de O Globo com a chamada “Mário Maluco, dono do Palaphita Kitch, nada contra a maré da recessão”.

Leia abaixo a versão impressa

Mil e uma ideias no país da capivara

Dono do Palaphita Kitch, quiosque na Lagoa, ele exerce a sua hiperatividade nos negócios. Um dos seus projetos é levar a casa para Miami. Também planeja abrir um bar no Galeão e um espaço de festas infantis. Seu segredo? Não ter foco.

Quanto mais os empresários reclamam da crise, mais a cabeça de Mário Maluco ferve. Mas, no caso dele, com mil e uma ideias. Um bar em Miami, outro no Galeão, um beach club na Barra… O dono do Palaphita Kitch, quiosque sustentável e de gastronomia amazônica na orla da Lagoa, que hoje conta com uma versão dentro do Jockey Club, um sucesso na noite, parece nadar de braçada contra a maré da recessão.

— Só conheço duas pessoas que ganharam dinheiro com feeling. Eu e Morris Albert (autor de “Feelings”). Confio muito no meu feeling. Faço os meus rascunhos e, se sinto o cheiro, vou — diz.

Esse faro para os negócios promete leva-lo para longe. Mário de Andrade Netto, seu nome na carteira de identidade, conta que está prestes a abrir um Palaphita nos Estados Unidos, à margem do Miami River, no estilo do quiosque carioca. A casa fará parte de um empreendimento imobiliário que tem um grupo brasileiro à frente. Dinheiro e projeto, ele diz que já possui. Em abril, é a vez de inaugurar uma filial dentro da free shop da parte nova do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Outro projeto que deixa Mário pirado é um lounge, com cara de clube, na Praia da Barra, numa área de 60 mil metros quadrados. Desta vez, o negócio não se chamará Palaphita e terá inspiração australiana.

O empresário, nascido em Manaus, mas que lembra mais um surfista californiano nos seus 50 anos, só anda de bermuda e costuma rodar pela Zona Sul de bicicleta. Assumidamente hiperativo, fala pelos cotovelos, pensa sem parar e só dorme cinco horas por dia. Diz que no seu computador tem projetos para dezenas de bares, que ele vai rascunhando. Quando está correndo com a mulher, Janaina Milward, na nova ciclovia da Niemeyer, ele também está com a cabeça nos negócios. Seu braço direito, Cláudio Werneck, gerente do Palaphita Kitch, define o chefe como um “maluco consciente”. Janaina completa: ele é um maluco que não fica só no plano das ideias.

— Graças a Deus, ele é o hiperativo que dá certo. Não toma remédio, dá conta de dormir bem à noite e extravasa essa energia toda no trabalho. É o oposto de mim, mas acho que isso faz as coisas darem mais certo — comenta ela, que mora com o marido e o filho, Lucas Fink, de 17 anos, no Leblon. Com um estilo showman, Mário ensina. — A crise é boa para quem tem ideias. Foi nas crises que cresci mais — afirma, citando mais um negócio à vista: um espaço para festas infantis no anexo do quiosque da Lagoa, com cara de quintal, brincadeiras de antigamente e preços mais convidativos que os das casas tradicionais. — Nas grandes recessões, ocorrem mudanças de hábitos. Agora, vai diminuir muito o número de pessoas que podem gastar R$ 30 mil numa festa de criança. Dentro dessa mudança, venho com um projeto que ensina a criança a brincar.

Mário foi um dos maiores banqueteiros da cidade, com o bufê Casa dos Sabores, que serviu de Papa a astros do rock. Vivia de um lado para o outro do Brasil, com cinco celulares nos bolsos. Aos 40 anos, surtou e mudou de vida. E revela: sua margem de lucro agora consegue ser maior que no passado.

Para as Olimpíadas, o empresário lançará a Palaphita Republic. Assim como haverá pela cidade casas dos países, Mário fará do quiosque sua nação. Símbolos de três religiões (“nasci no judaísmo, fui batizado no catolicismo e sigo o candomblé”) foram incluídos na bandeira da sua república, criação baseada no pavilhão da Califórnia. No lugar do urso, a capivara da Lagoa.

Foto: Reprodução/O Globo


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