Garantido ameaça não participar do festival folclórico deste ano
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- 13 de fev. de 2016
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O presidente do boi bumbá Garantido, Adelson Albuquerque, ameaçou tirar a agremiação do Festival Folclórico de Parintins, este ano, caso o Caprichoso não aceite reformar as regras do julgamento da disputa entre os dois bois.
A ameaça foi feita depois que o presidente do Caprichoso, Joilto Azedo, condenou a iniciativa do Garantido de ter ido nesta sexta-feira, dia 12, ao Ministério Público Estadual (MP-AM), discutir o assunto, sem convidar os representantes do bumbá azul e branco.
Joilto, que está em viagem ao Rio de Janeiro, havia lido pelas redes sociais a notícia de que diretoria da agremiação adversária tinha procurado o MP-AM e, em contato com o BNC, protestou:
“Há uns dez dias, eu dei a ideia da participação do Ministério Público ao Adelson Albuquerque (presidente do Garantido) e aí, agora, ele vai sozinho. É por isso que eu não confio no Garantido. Assim, o Caprichoso não senta mais para discutir esse assunto”, desabafou Joilto.
Por causa disso, o site procurou Adelson, que respondeu: “Não existe pai da criança. Essa ideia de participação do MP-AM no festival é antiga. O que o Caprichoso quer é manter a coisa como está, porque é confortável para ele, mas nós não vamos concordar com corrupção. Se não houver mudança, o Garantido não participa do festival”, retrucou o dirigente do boi Garantido.
Esta semana, o BNC entrevistou os presidentes dos dois bumbás e postou matéria na manhã desta sexta-feira mostrando que as duas agremiações, que promovem o maior evento folclórico do interior do Brasil, debatiam à boca miúda a necessidade de reformar as regras do julgamento do espetáculo.
A ideia era promover as mudanças para recuperar a credibilidade da festa, abalada por suspeita de que o resultado da disputa do ano passado teria sido manipulado.
Na matéria, o BNC lembrou que, historicamente, as discussões sobre o regulamento do Festival Folclórico de Parintins sempre foram realizadas ao arrepio da racionalidade.
Bumbás querem blindar festival de Parintins contra fraude no julgamento
No fim da tarde, o Garantido distribuiu release anunciando que havia ido ao MP-AM para pedir a intervenção do poder na realização do espetáculo. “Fomos fazer um apelo a favor do folclore para que o MPE intervenha para preservação do festival, como patrimônio imaterial e na correta utilização dos recursos públicos para que não ocorra o mesmo que aconteceu no resultado em 2015 e manchou o evento, afinal se continuar assim a festa acabará”, diz o texto, atribuindo a frase ao presidente do boi Garantido
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