Aplicativo critica prisão do vice-presidente do Facebook, em São Paulo, nesta terça
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- 1 de mar. de 2016
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WhatsApp: ‘não podemos fornecer informações que não temos’ Aplicativo critica prisão do vice-presidente do Facebook, em São Paulo, nesta terça POR SÉRGIO MATSUURA 01/03/2016 16:47 / atualizado 01/03/2016 16:59
Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para a América Latina, foi preso pelo descumprimento de ordem judicial que exigia quebra do sigilo de mensagens trocadas no WhatsApp - Reprodução/ Facebook PUBLICIDADE
RIO — Na manhã desta terça-feira, o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, foi preso em São Paulo pelo descumprimento de uma determinação judicial que exigia da empresa a quebra do sigilo de mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, comprado há dois anos pela companhia. Em comunicado, o WhatsApp informou que discorda dessa “medida extrema”. Segundo o app, é impossível fornecer as informações exigidas pela Justiça.
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A Delegacia de Repressão a Entorpecentes/SP da Polícia Federal prendeu Diego Dzodan quando o executivo saía de casa, no bairro de Itaim Bibi. O pedido de prisão foi expedido pelo juiz Marcel Maia Montalvão, da Vara Criminal de Lagarto, em Sergipe, motivado pelo descumprimento de uma ordem judicial. Após prestar depoimento, Dzodan foi levado para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.
Em comunicado, a Polícia Federal informa que a prisão foi pedida pelo "reiterado descumprimento de ordens judiciais em investigações que tramitam em segredo de Justiça e que envolvem o crime organizado e o tráfico de drogas".
O Whatsapp vem reforçando o seu sistema de criptografia de ponta a ponta. Desta forma, as mensagens são protegidas desde a saída do celular do remetente até a chegada ao destinatário, passando pelos servidores da companhia, sem que ninguém possa acessá-las, nem mesmo o WhatsApp.
“Isso significa que a polícia prendeu alguém com base em dados que não existem. Não podemos fornecer informações que não temos”, disse o WhatsApp. “O WhatsApp e o Facebook operam de forma independente, então a decisão para prender um empregado de outra empresa é um passo extremo e injustificado”.
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