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Cientistas descobrem bactéria capaz de “comer” as embalagens de PET

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  • 24 de mar. de 2016
  • 2 min de leitura

POSTED ON21 DE MARÇO DE 2016AUTHORANA VICTORAZZITECNOLOGIA

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Mais de 220 milhões de toneladas de plástico são produzidas a cada ano, e apesar de uma maior ênfase em programas de reciclagem, muito ainda é despejado em aterros sanitários e oceanos ao redor do mundo. Os EUA, por exemplo, só recicla cerca de 14% dos cerca de 33 milhões de toneladas de recipientes de plástico e embalagens que acaba em aterros a cada ano.

Agora, pesquisadores japoneses estão estreando o que poderia ser uma pequena solução para o grande problema de plástico. Ideonella sakaiensis 201-F6 é uma bactéria que come PET, um polímero utilizado em plásticos que é quase impossível de se biodegradar.

Com o I. sakaiensis, “você tem a chance de se livrar dos resíduos PET”, diz Uwe T. Bornscheuer, um bioquímico da Universidade de Greifswald na Alemanha.

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O problema é que I. sakaiensis leva um tempo para degradá-lo. Em um laboratório, as bactérias levaram seis semanas para demolir uma fina película de PET, o que significa que não é uma solução rápida para as montanhas de shampoo vazio e garrafas de água que se acumulam.

Mas isso pode mudar logo. Os pesquisadores não só encontraram e isolaram as bactérias, eles também sequenciaram seu genoma, o que poderia permitir que futuros pesquisadores criem super bactérias que destruam PET mais rapidamente.

“Quando entendemos os princípios subjacentes, então podemos [potencialmente] melhorar a estirpe para torná-lo melhor e mais rápido”, diz Bornscheuer, acrescentando que as bactérias geneticamente modificadas teriam de ser usadas em ambientes controlados para evitar perturbar ambientes externos.

O I. sakaiensis não é o único organismo criado pela Mãe Natureza que come plástico. Certas variedades de fungos, micróbios marinhos e minhocas podem quebrar componentes plásticos, mas nenhum degrada tão completamente quanto o I. sakaiensis.

“No meu conhecimento, esta é a primeira bactéria que pode degradar totalmente PET”, diz. “Com certeza muitos cientistas vão ver isso como uma grande conquista, mas também como um novo ponto de partida para a sua própria investigação.”




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