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Municípios perdem quase R$ 5 mi devido à estiagem, diz Idam

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  • 27 de mar. de 2016
  • 3 min de leitura

mar 26, 2016Holofote ManausAmazonas0

Um levantamento do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) mostrou que duas das cidades afetadas pela estiagem no estado perderam juntas quase R$ 5 milhões referentes à venda dos hortifrutigranjeiros produzidos pela agricultura familiar.

Fotos: Reprodução\Google Imagens

A estiagem ocorrida neste ano dificultou a produção agrícola das famílias moradoras de áreas afetadas como Barcelos, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, todos situados na calha do Rio Negro.

De acordo com o levantamento referente ao primeiro bimestre de 2016, Presidente Figueiredoteve uma perda R$ 3.828.615,38 e Santa Isabel do Rio Negro deixou de arrecadar R$ 1.072.000 com os produtos não produzidos pela falta de chuva na região.

O município de Santa Isabel do Rio Negro informou que desde dezembro de 2015 ocorre a estiagem, com vários igarapés secos, prejudicando as populações tradicionais. A cidade solicitou a abertura de 12 poços artesianos para abastecimento de água para os moradores.

Em Presidente Figueiredo, o comprometimento da produção de laranja, banana, abacaxi, verduras, hortaliças e alguns animais gerou forte impacto na economia local e nas feiras da capital. Conforme os dados informados, o município enviava para Manaus oito caminhões de produtos todas as semanas para abastecer algumas das feiras da cidade. Atualmente, o número reduziu para um caminhão de produção por semana.

As comunidades mais afetadas foram: Comunidade Boa União, lolalizada na BR 174 KM 165; Comunidade Rio Canoas – BR 174 KM 139; Comunidade Rio Pardo – BR 174 KM 139; Comunidade Ramal do Paulista – BR 174 KM 180; Comunidade Santo Antônio do Abonari; Comunidade Castanhal e Nova União ll- BR 174 KM 134; Comunidade Boa Esperança-BR 174 KM120.

Segundo o Idam, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira não informaram valores de perda por falta de produção. Na última semana, o Portal G1 visitou a comunidade Piloto, em Barcelos, e segundo os moradores, toda a produção de mandioca e hortaliças foi perdida por causa do solo ressecado. A pesca também está comprometida porque com o baixo nível do rio, a água fica mais quente e os peixes acabam se afastando da margem e locais de pesca.

Inflação O levantamento feito mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que a cesta dos manauaras ficou 7,92% em fevereiro, ocupando o terceiro lugar entre as mais caras do Brasil. A banana e a farinha são os itens com maior índice de aumento que subiram respectivamente, 32,42% e 16,89% em relação a janeiro.

A retração por parte dos agricultores à espera de melhores preços e o clima desfavorável à colheita foram fatores que influenciaram no forte aumento dos valores e no desabastecimento da banana nas feiras e mercados da capital. A dona de casa Patrícia Ramos, 25, adaptou receitas do filho por causa do preço das frutas. “O mamão dele eu troquei por iogurte e a vitamina eu estou fazendo com maçã e abacate, por exemplo”, conta.

Ozair Mendes, 56, disse que o produto está escasso na Feira do Produtor desde setembro de 2015. “O verão acabou com tudo, não tem carregamento, os produtos estão pequeno, o freguês não quer pagar mais caro pelo o que tem aqui”, reclama.

Na Feira da Banana, o feirante José Facunda, 47, disse não ter tido problema com as vendas pois recebe o produto de outros lugares do Amazonas. “O abacaxi e o mamão estão em falta, mas com a banana não tive problema. Os carregamentos são de sítios na estrada e outros de Manacapuru e aquela região, então por aqui continuamos abastecido” afirma.

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