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Cheia do Urubui traz de volta a alegria do Bóia Cross

  • Raphal Rezende
  • 30 de mar. de 2016
  • 3 min de leitura

Quem diria que o Rio Urubui iria recuperar tão rápido o seu nível, depois de longa estiagem que assustou a todos acostumados a banhar-se em suas águas. As constantes chuvas caídas na região, não só trouxeram as águas do Urubui de volta, mas trouxeram em um volume tão grande resgatando sua beleza natural, ao mesmo tempo em que aumenta o perigo para os banhistas.


Com a volta das águas e dos banhistas, novamente o comércio de lazer tira proveito e retomou as atividades do "Bóia Cross", paralisada devido a grande seca. O serviço está sendo oferecido aos finais de semana, das 08:00 às 17:00 hs e cada descida custa R$ 5,00 por pessoa. É um pequeno percurso, com várias ondas e quedas feito em grupos de três pessoas e mais dois salva-vidas, todos devidamente equipados com itens de segurança. O atual coordenador do serviço é um jovem filho da terra: Felipe Pena.



Outra prática muito comum nesse período, é a descida "surfando", feita pelos "moleques" da região e que é extremamente perigosa, pois consiste na descida deitado de costas, com os pés a frente e sem nenhum tipo de equipamento de segurança, apenas o conhecimento do local. Geralmente, quando algum turista tenta imitar os moleques da região, acaba se dando mal e em alguns casos, ocorrem até mortes.


Saiba mais:

O Bóia-cross ou acqua ride é a prática esportiva, que tem como finalidade descer em grandes bóias redondas (pneus de tratores ou caminhões) pelo leito dos rios em níveis de corredeiras leves e moderados, podendo ser praticado por todas as pessoas de acordo com a dose de emoção desejada. O que antes era uma simples brincadeira de criança evoluiu e vem fazendo a cabeça dos apaixonados por aventura e pela natureza. É uma mistura de ação e tranqüilidade que se alternam. Para os amantes da aventura, basta uma bóia que a diversão é consequência.


A prática do bóia cross melhora a força, o equilíbrio e a flexibilidade. Hoje, a modalidade exige também que o atleta use osequipamentos de segurança, principalmente colete salva-vidas e capacete. Ao contrário do rafting, a performance no bóia cross depende somente de cada um. A descida do rio é feita em grupo de amigos, cada um em sua bóia. Mas, não é uma “competição” e sim uma ajuda mútua para chegarem todos juntos no final. A única competição é interna, com nossas limitações e emoções pela vida. Há três modos de se descer o rio de bóia-cross: sentado na bóia, deitado de costa ou de barriga. Se você é novato no esporte, opte pela segunda posição, pois ajuda a direcionar a bóia.


Para não ficar na mão

  • Não encher muito a bóia.

  • Fazer duas alças de borracha para carregar a bóia na volta.

  • Levar somente máquina fotográfica aquática.

  • Escolher sempre o caminho na água que tenha mais bolhas de ar.

  • Desviar de pedras e galhos batendo a mão.

  • Nunca descer o rio sozinho, pelo menos em três pessoas.

  • Nunca descer o rio com chuva e ou raios, perigo de morte.




A História

A modalidade nasceu no Brasil, na década de 1970, nas cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), no interior de São Paulo. De acordo com Caio Picchi, presidente da Associação Brasileira de Acqua Ride (Abar), o esporte foi criado por pesquisadores, que entravam nos rios submersos do Petar utilizando câmaras de ar amarradas para carregar os equipamentos pesados. Depois do trabalho concluído, subiam nas câmaras para descer o rio.

Aos poucos, o esporte foi criando mais adeptos e, em 1983, foi realizado o primeiro campeonato. Picchi fez parte da turma que, junto com os pesquisadores, começou a descer o Rio Betari em 1978. Desde 1984, todos os anos no carnaval é realizado o Campeonato Brasileiro de Acqua Ride. Em 1998, o até então Clube Acqua Ride de Jundiaí, se transformou em Associação Brasileira de Acqua Ride – ABAR, que hoje assume toda a responsabilidade de levar adiante o esporte que está sendo reconhecido pela Confederação Paulista e Brasileira de Canoagem, dando ao Acqua Ride a profissionalização, reconhecimento e regulamentando as regras para o esporte.



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