PF prende suspeitos do Estado Islâmico e faz apreensão no Amazonas
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- 21 de jul. de 2016
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PF prende suspeitos do Estado Islâmico e faz apreensão no Amazonas
Grupo de jovens brasileiros havia jurado lealdade ao grupo terrorista e se organizava para comprar armas
quinta-feira 21 de julho de 2016 - 10:59 AM
Com informações de agências / portal@d24am.com
Ao todo foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30.Foto: Marlon Costa/Estadão Conteúdo
Manaus - A Polícia Federal faz, nesta quinta-feira (21), a Operação Hashtag para prender 10 pessoas suspeitas de planejar um atentado terrorista durante a Olimpíada, no Rio de Janeiro. A operação secreta é executada pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal contra o grupo que, até aqui, é considerado a maior ameaça aos Jogos. Além dos mandados para prisão temporária de dez pessoas, a Justiça Federal em Curitiba emitiu dois mandados de condução coercitiva e 19 de busca e apreensão no Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. As informações são do site da revista Época.
Os presos são considerados pelos investigadores uma célula do Estado Islâmico no Brasil. Com autorização judicial, a Divisão Antiterrorismo da PF monitorou diálogos do grupo, auto-intitulado "Defensores da Sharia" em redes sociais, sobretudo via Facebook e Twitter, e por aplicaticos de troca de mensagens. O grupo seguia o mesmo roteiro dos terroristas envolvidos nos atentados em Orlando, nos Estados Unidos, e de Paris, na França: foram recrutados pela internet e um deles jurou lealdade ao Estado Islâmico. Dias atrás, o grupo comemorou o atentado em Nice, que matou 84 pessoas.
Nas mensagens, a PF descobriu que o grupo não se conhecia pessoalmente e conversava via apliacativos de mensagens como WhatsApp e Telegram; as redes sociais eram usadas para contatos com o Estado Islâmico. Além do plano para fazer um atentado terrorista na Olimpíada, eles relatavam compra de armamento. Um dos integrandes tentou adquirir um fuzil AK-47. Os investigadores descobriram, ainda, que um deles havia jurado lealdade ao Estado Islâmico. Em contatos com a organização, os integrantes comentaram que o Brasil não fazia parte da coalização de países que combate a organização na Síria, mas receberia um número considerável de estrangeiros desses países durante a Olimpíada e comaçavam a discutir possíveis alvos. Esses três fatores, somados à proximidade do evento, fizeram a Polícia Federal deixar a ação monitorada e ir a campo para prendê-los. A Polícia Federal mantém os nomes e os detalhes do ataque sob sigilo. Há um menor de idade entre os envolvidos.
Ao contrário de ameaças dos chamados “ratos solitários”, a PF descobriu uma estrutura que começava a se organizar. O perfil dos alvos, segundo investigadores da área de inteligência, encaixa-se no grupo que é hoje considerado o de maior risco entre os brasileiros investigados: recém convertidos ao islamismo, que se frustraram com o tom pacifista das mesquitas brasileiras e partiram então para a internet em busca do radicalismo propagandeado pelo Estado Islâmico. No total, a inteligência brasileira trabalha com 50 alvos. Todos os presos pela PF estavam nesta lista.
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