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Saiba o que esperar da cerimônia de abertura da Rio 2016, nesta sexta (5)

  • http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/201
  • 3 de ago. de 2016
  • 3 min de leitura


Saiba o que esperar da cerimônia de abertura da Rio 2016, nesta sexta (5)


Anitta (Foto: Thyago Andrade/BRAZIL NEWS)

E o Rio continua lindo. É com esta frase que se inicia a abertura dos Jogos Rio 2016. A reportagem de QUEM teve acesso ao ensaio geral da festa, no Maracanã no último domingo (31). Se você não gosta de spoiler, melhor não seguir adiante. Mas se não aguenta de ansiedade em saber o que a coreógrafa Deborah Colker prepara há mais de um ano, lá vai... Tudo se inicia com a tradicional contagem regressiva nos telões, mostrando como os esportes fazem parte do cotidiano dos cariocas. A festa começa no mar. Bailarinos formam um bailado com plásticos luminosos que imitam ondas. Em seguida, um símbolo que pede paz. Quem canta o Hino Nacional é Paulinho da Viola. O gramado dá lugar a uma floresta. Seres estranhos dominam o espaço. Chegam os índios, os primeiros donos da terra. É aí que começa para valer o show. Um trançado de cordas nas alturas faz o balé do grupo encher os olhos do público. Tudo muito bem coreografado ao som tribal. O público interage acendendo os celulares, previamente combinado. Há borboletas, vários animais silvestres. Os gringos vão adorar! A luz cênica ajuda muito. É a visão de paraíso e como os nativos se relacionam com o verde das matas. A música muda. O clima fica tenso, surge uma grande fumaça. Chegam três caravelas. São os portugueses. É curioso perceber como os europeus vão lidar com este fato histórico sendo contado pela primeira vez sob nossa perspectiva – afinal, nunca antes as Olimpíadas foram sediadas em um país sul-americano. E tome história: Depois vêm os escravos, outra página cruel e importante a ser contada. Os africanos chegam acorrentados, aos montes. Neste momento do espetáculo, tudo em efeito 3D, a floresta que cobre o chão do estádio começa a sumir, dando lugar a outros tipos de cultivo. Chegam os imigrantes, outros povos. Japoneses, italianos, alemães... É a miscigenação e formação do povo brasileiro.

Caetano Veloso (Foto: Marcello Sá Barretto/AgNews)

MUSICAIS A segunda parte da cerimônia começa com a urbanização. Chega-se na cidade. Blocos de edifícios formam um grande palco. Zeca Pagodinho e Marcelo D2 cantam “Deixa a vida me levar”. Bailarinos aos poucos vão formando um quebra-cabeça no centro do gramado, ao som instrumental de “Construção”, de Chico Buarque. O público logo reconhece o 14 Bis, o primeiro avião, que fez o brasileiro Santos Dumont dar uma volta em 1906 em Paris. O avião levanta voo em pleno Maracanã e sai para sobrevoar a Cidade Maravilhosa... Um momento para se guardar! Há muita queima de fogos. Aliás, o show pirotécnico é uma atração à parte no estádio.

DESFILE DA GISELE Um calçadão de Ipanema surge no gramado. É para ver a top Gisele Bundchen “linda e cheia de graça num doce balanço a caminho do mar”. Ao som de “Garota de Ipanema”, ela desfila de ponta a ponta do estádio mundialmente famoso, para mais de três bilhões de espectadores (previsão de audiência da festa). Mas o “desfile” é interrompido por um vendedor de praia, que tenta abraçá-la. Imediatamente dois policiais aparecem e tentam contê-lo. Gisele abraça o menino e segue até o fim, bastante aplaudida. A cena foi criticada no ensaio. Muitos interpretaram como uma cena em que ela estava sendo assaltada no calçadão... Não se sabe se vai ser mantida assim no dia oficial.

É CARNAVAL Depois é a vez do funk, os prédios dão lugar à favela, tão presente no cenário carioca. Ludmila solta a voz com o batidão “Eu só quero é ser feliz / andar tranquilamente na favela onde eu nasci”. E em seguida Carol Konka se apresenta. Pensa que acabou? É a parte da festa com mais números musicais. Tem ainda maracatu, bate-bola (típico do carnaval de rua dos subúrbios do Rio) e uma grande mistura de folias, ao som de “País Tropical”, de Jorge Ben Jor. Uma batalha de espadas de festa juninas surge antes da conscientização ecológica, que se dá por uma leitura de um texto na voz de Fernanda Montenegro. Sete mudas de árvores serão plantadas ao vivo por atletas que, mais tarde serão levadas ao Parque Radical, em Deodoro, na Zona Oeste da cidade, como parte de um reflorestamento para legado dos Jogos. Aí chega aquele momento do desfile das delegações. São cerca de 50 minutos para todos entrarem. Ainda tem show de Anitta, Caetano Veloso e Gilberto Gil cantando “Sandália de Prata”, de João Gilberto. E tudo termina num grande Carnaval. As doze agremiações do grupo especial do Rio entram com suas baterias. É para delegação nenhuma ficar parada. Ah, sentiu falta da pira olímpica, do revezamento da tocha dentro do estádio, dos discursos e outras solenidades? Isso faz parte dos 30% da festa, que se mantêm em total sigilo, sem ensaio aberto para o público. E que só se revelarão na próxima sexta-feira.


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