A guerra do tatame: Briga sai das academias e vai parar nas redes sociais
- Bôsco Cordeiro
- 19 de set. de 2016
- 2 min de leitura

A guerra do tatame: Briga sai das academias e vai parar nas redes sociais
O esporte possui um grande potencial de socializar indivíduos das mais diferentes classes, religiões, gêneros, entre tantas outras diferenças presentes na nossa sociedade. o esporte é capaz de produzir a socialização de seus participantes que aprenderão, e consequentemente, reproduzirão valores e desvalores na sua prática
Muitas vezes, os professores precisam tomar atitudes que são de responsabilidade da família, uma educação de moral, de princípios, de valores, que deveriam ser responsabilidade da família, mas como muitas vezes ela se encontra ausente ou descomprometida com a educação, professores precisam fazer o papel de pai e mãe na escola
A preocupação de promover uma educação para valores, rejeitando qualquer ato que leve a uma situação de desconstrução dos seus alunos como seres humanos deve ser prioridade para qualquer educador. Para que os valores sejam respeitados e vivenciados na nossa sociedade, eles devem ser instigados pelos agentes formadores: pais, professores, autoridades.
Sociabilizar crianças e jovens, incluí-los na sociedade, construir uma consciência sobre o perigo e os malefícios das drogas, promover a construção de valores na vida destes alunos, são tarefas importantes de professores na busca de um futuro melhor para nossas crianças. Maus professores criam contravalores!
Nos últimos anos, o esporte que mais cresceu no município de Presidente Figueiredo, foi a luta livre. A cidade virou referência estadual no esporte e, lutadores locais, passaram a ser reconhecidos por seus feitos em competições na capital. Resultado de um trabalho social que vem sendo desenvolvido com apoio do poder público.
No início de 2016, houve uma cisão entre um grupo de professores que promovem o esporte na cidade. Como resultado deste "racha", uma nova academia surgiu, também com o propósito de desenvolver um trabalho social e obteve apoio do poder público para tal.
A partir dai, foi criada uma rivalidade nociva entre as academias, que passaram a ser "inimigas" envolvendo inclusive, os alunos que dela participam. A situação tem se agravado e certamente deve ser motivo de preocupação dos pais dos alunos que delas participam.
A vaidade pessoal tem sido colocada acima dos objetivos sociais a que se propõem, desconstruindo assim, todo o trabalho que vem sendo realizado ao longo dos últimos anos. Nos últimos dias, a situação se agravou, a ponto de as redes sociais passarem a ser ocupadas com acusações, ofensas e difamações entre instrutores e alunos.
O esporte, o trabalho social e a comunidade estão sendo derrotados numa luta desnecessária em que nenhuma das partes sairá vencedora. É preciso por um fim a estas birras, que a rivalidade no tatame permaneça mas que a luta livre continue crescendo e formando cidadãos de caráter e não "brigões de rua".
Neste momento, o que a sociedade figueiredense espera, é que os dirigentes e professores dessas academias, num gesto de grandeza, retomem o foco no belo trabalho que vem sendo desenvolvido e levem de volta o ambiente de lutas ao seu devido lugar: O TATAME!
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