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Professores anunciam paralisação da UEA na capital e interior

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  • 10 de nov. de 2016
  • 4 min de leitura

Professores anunciam paralisação da UEA na capital e interior


O Sindicato dos Professores da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA) distribuiu nota à imprensa nesta quarta-feira, dia 9, informando que a categoria vai paralisar suas atividades nesta sexta-feira, dia 11, na capital e no interior.

A entidade diz que a reitoria da instituição foi informada nesta terça da paralisação. O sindicato elenca como motivos principais a falta de pagamento dos cursos de oferta especial, falta de promoção, cortes de benefícios, precarização da estrutura física dos prédios da UEA e outras questões mais pontuais.

No texto que o sindicato distribuiu à mídia há uma frase atribuída à presidente do sindicato, Lúcia Puga, na qual ela compara que a UEA, hoje, “é um gigante que não se sustenta com as próprias pernas”.


Leia abaixo o texto do Sind-UEA

Os professores da Universidade do Estado do Amazonas – UEA paralisam suas atividades nesta sexta-feira. Falta de pagamento dos cursos de oferta especial, professores sem promoção na carreira, cortes de benefícios, precarização da estrutura física dos prédios são alguns dos motivos da paralisação.

Nesse dia de paralisação os professores realizam atividades de mobilização em unidades da capital e interior como Tefé e Parintins, com Ato Público na Praça da Policia, às 8h, Coletiva de Imprensa às 11h na ENS – Escola Normal Superior (Av. Djalma Batista, 2470 – Chapada), Assembleia Geral Extraordinária às 15h no auditório anexo da Escola Normal Superior (Cidade dos Carros) e Atividades Culturais de Resistência, a partir das 18h, no estacionamento da ENS.

Em ofício encaminhado pelo Sindicato dos Docentes da UEA – SIND-UEA à Reitoria da Universidade, no dia 8 de novembro, a categoria informa a paralisação do dia 11/11, deliberada em Assembleia Geral Extraordinária, no dia 25 de outubro. Após reiteradas tentativas de negociação com a Reitoria e com o Governo do Estado, a categoria deliberou pela paralisação das atividades dos professores com mobilização da comunidade acadêmica.

Oficialmente, os professores pleiteiam: o pagamento das aulas ministradas nos cursos de Oferta Especial em 2015 e 2016, o pagamento dos dissídios de maio de 2015 a maio de 2016, o cumprimento das promoções horizontais e verticais e seu pagamento, a manutenção do ticket alimentação e a correção e republicação das tabelas de remuneração dos docentes. Os professores também vão se manifestar contra a PEC 55 (antiga PEC241). Eles acreditam que a PEC impõe perdas para toda a sociedade nos campos da saúde, educação, ciência e tecnologia, segurança e outras áreas fundamentais.

A presidente do Sindicato dos Docentes da UEA – SIND-UEA, Lucia Puga, explica que a Universidade hoje “é um gigante que não se sustenta com as próprias pernas”. Segundo ela, a Universidade ficou estrangulada na sua estrutura física. Cresceu muito na quantidade de alunos e cursos mas não teve a mesma proporção na expansão do corpo docente. “Estamos brigando por espaço, literalmente. A gente compete para conseguir executar nossos projetos. Temos um quadro de professores importante, com muitos mestres e um número crescente de doutores, o que é positivo. Mas, onde vamos sentar para trabalhar?”, pondera, lembrando que a Cidade Universitária foi pensada para ser a solução dos problemas da capital, mas está com as obras paradas e com os 80 milhões lá investidos enterrados na estrada de acesso, nos pilares da Reitoria, Restaurante Universitário e Biblioteca.

Interior prejudicado

No interior, a situação é mais complicada. Faltam laboratórios, equipamentos básicos, conservação e manutenção de prédios, prejudicando diretamente a vida acadêmica dos alunos. Pelo menos 720 alunos aprovados em 30 municípios do Amazonas para o curso de Tecnologia em Gestão Comercial, no Vestibular de 2015, ainda não iniciaram suas aulas. Isto significa que vão ficar atrasados um semestre letivo afetando suas vidas pessoal e profissional.

Outra situação complicada foi a suspensão desde o dia 4 novembro das aulas dos cursos de Oferta Especial (modulares). Neste item foram prejudicados em torno de 2 mil alunos em 25 municípios. Eles tiveram o ano letivo interrompido com a promessa de que as aulas serão repostas no próximo ano.

Faltam também professores para os cursos regulares, tanto na capital quanto no interior. Esse quadro é o resultado da falta de processos seletivos e concursos que não acontecem desde 2014. Para atender essa demanda a UEA passou a receber professores voluntários, em sua maioria recém-formados. Esses profissionais ficam desprotegidos dos seus direitos trabalhistas e desvalorizados profissionalmente. Segundo Lucia Puga existe uma resolução que trata da regulamentação do serviço voluntario, mas o entendimento é de que é mais adequada para situações extraordinárias como professores pesquisadores ou profissionais de outras instituições que tragam conhecimentos diferenciados.

O argumento da Reitoria para estas situações é a crise financeira porque passa o governo estadual. Mas o Sindicato entende que além da falta de recursos financeiros a Universidade falhou no planejamento e na gestão dos recursos existentes.

“Nós precisamos de transparência. O caminho seria a reativação do Conselho Curador com reorganização de sua estrutura, inserindo os representantes do SIND-UEA e Diretório Central dos Estudantes, além de Prestação de Contas aberta das despesas de 2016 e aprovação prévia do Orçamento Anual de 2017 por este Conselho”, destacou.


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