Os filhos da escassez de anticoncepcionais na Venezuela
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- 13 de nov. de 2016
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Os filhos da escassez de anticoncepcionais na Venezuela
Em poucos dias Yarjelis Valera dará à luz. Ela acaba de completar 18 anos, mas se viu obrigada a adiar os planos de ser policial. Mãe de Antonela, de um ano, ela agora espera Marián.
Paola González diz que teve o terceiro filho graças à falta de pílulas
Foto: Elianah Jorge/ BBC Brasil
Ambas são fruto de gestações não planejadas e, segundo ela, causadas pela falta de anticoncepcionais. O namorado de Yarjelis não gostava de usar camisinha, e ela "não encontrava as pílulas em lugar nenhum".
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A jovem é uma das mulheres venezuelanas que, sem ter acesso ao método contraceptivo, estão à espera de um bebê em plena época de escassez.
A ausência de números oficiais impede verificar se houve ou não um aumento na taxa de fertilidade. Nas ruas, porém, não é difícil encontrar gestantes nas filas para a compra controlada de produtos, que se tornaram uma incômoda realidade no país nos últimos anos.
Elas estão em todos os lugares, especialmente nas filas para comprar fraldas e fórmulas lácteas. Apesar do barrigão, é preciso apresentar no comércio a carteira de identidade, exames e uma declaração médica que comprovem a gestação para adquirir os produtos.
Os preços tabelados criaram um gargalo burocrático e estimularam aparecimento dos bachaqueros - os revendedores informais que inflam os preços dos itens.
A BBC Brasil pediu entrevista com o setor do governo venezuelano responsável pelos temas abordados no decorrer desta reportagem, mas não houve resposta.
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